segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

COMO EU, ARACY E CEBOLINHA FOMOS AO SHOW DE FRANK SINATRA JR.


Em junho de 2008, minha ansiedade era em ir pela primeira vez ao ENEPE que seria realizado em julho em Vitória do ES. O prazo para assegurar as vagas no ônibus para embarque já estava no final e não tinha conseguido grana o bastante para ir, incluindo o fato do atraso da bolsa da UnB. Para piorar a situação, só havia uma vaga para o ônibus e havia duas garotas que ainda batalhavam esta vaga. Uma delas estava indecisa e acabou por não ir. A outra pesou a desorganização que ela creditava na ida ao FONEPE passado para não ir também. E assim entra na história um personagem desta aventura, o Cebolinha, vulgo, Vágner.
 
O Cebolinha é um cara muito gente boa, divertido, uma das peças raras da FE/UnB. Aquele também seria seu primeiro ENEPE, e apostando no valor de uma dívida que ele tinha recebido aquele dia, ele disse que pagaria a passagem para a garota que veio a desistir. Sabendo que eu gostaria de ir ao ENEPE e estava sem grana, ele me fez a mesma proposta que vim a aceitar e assim pude ir aquele ENEPE. Marcamos que o pagaria assim que recebesse a bolsa seguinte, a do mês de agosto e assim combinamos então.
 
Passado o ENEPE, com agosto em andamento, marquei de pagar ao Cebolinha, após receber a Bolsa da UnB referente aquele mês, durante a reunião de recepção dos calouros. Aquela reunião também seria um momento de o pessoal que foi a Vitória se rever, contar os causos, rir muito também. E assim entra a segunda personagem da história, Aracy Rosa.

 
Aracy, era minha caloura do semestre seguinte ao meu, que tinha rosa tanto no sobrenome como no tom de cabelo. Seu sorriso e gargalhada eram ímpares, e isto já era parte de sua personalidade, sua felicidade contagiante. Encontrei com a Aracy durante aquela reunião de recepão de calouros do qual também estava o Cebola. Como o caixa eletrônico da UnB não estava funcionando, iríamos ao caixa do Conjunto Nacional retirar o dinheiro. A Aracy se dispôs a dar carona até lá pois tinha compromisso naquela direção e assim a grande história tem início.

No trajeto para o Conjunto Nacional, papo vai, papo vem, a Aracy diz que o motivo de ela ir até o centro de Brasília, era o show de Frank Sinatra JR que haveria no Teatro Nacional dali a meia hora. Ela estava apreensiva porque os ingressos tinham se esgotado e ela era fã de Frank Sinatra, o pai, o bastante para perder aquela oportunidade. Eu como fã entendia muito bem a situação de Aracy, nisso o Cebolinha vira para mim e diz que o dinheiro que eu iria devolvê-lo, agora seria investido nos ingressos para o show da Aracy. O detalhe de tudo isto: o ingresso era gratuito aos funcionários de uma empresa, e aos demais custariam apenas 200 REAIS!!! Então na frente do teatro o que mais teria era "cambista" tentando vender aqueles ingressos e faturar grana fácil. E o dinheiro que teria que devolver ao Cebolinha eram 60 reais. Ou seja não daria para salvar o show de Aracy 

Chegamos ao Teatro Nacional, e os cambistas realmente cobravam 200 reais do ingresso e a Aracy ainda não tinha a mínima idéia de como entrar lá. Foi quando eu e Cebolinha fomos sacar o dinheiro dinheiro e ao voltar encontramos uma Aracy cada vez mais desolada por não conseguir o ingresso. Foi quando eu e Cebolinha pedimos para Aracy nos esperar na entrada e abordamos um cambista que estava com a mão cheia ainda de ingressos e assim o abordamos:

Você ainda tem ingresso ai? (tenho sim, quantos você quer)
O Negócio é o seguinte, estamos eu , meu amigo e uma amiga querendo entrar no show, mas só temos 60 reais, você deixaria 03 ingressos por 60 reais? (olha, assim você vai me quebrar um ingresso é 200 reais e vc me pede 03 por 60 reais???)
Então você vai morrer com os ingressos na mão, o show está para começar e você tem vários com você... (você está com o dinheiro contado?)
Está aqui... (então não conte a ninguém, bom show...)

Ao voltar a fila encontramos Aracy quase as lágrimas, resignada por não poder ver o show, quando Cebolinha lhe mostra os ingressos, além de incrédula, ela não parava de chorar agradecendo em meios a abraços e correria para entrar logo dentro do teatro.

 

E assim entramos no teatro nacional, foi um show ótimo, a cara emocionada e incrédula da Aracy e o Cebolinha pisando no teatro nacional pela primeira vez e eu vendo o filho de Frank Sinatra cantando como o pai... Não tinha preço...
Para terminar ainda tinha um sorteio para Miami que perdi por causa da sequencia da centena já que os outros 4 números do bilhete premiado era identicos ao meu (ir de graça ver Frank Sinatra e ainda ir a Miami de graça já seria demais rs)
E assim foi mais uma história que ficará para a eternidade.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

GANGNAN UNB STYLE

 

Vídeo satirizando a música de maior sucesso do youtube de todos os tempos (pelo menos até março de 2013) gravado por alunos da UnB.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Saudade...


Saudade
Por Elaine Carneiro
 
A saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele macia, do cheiro, do cabelo louro.
Saudade da presença.
Eu podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Eu podia ficar o dia sem vê-la, e ela também, mas sabiam-se lá.
... Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se ela continua fungando num ambiente frio.
Não saber se ela tem comido bem por causa do tempo corrido.
Se ela tem comido besteiras e nem tem almoçado.
Se ela continua preferindo suco.
Se ela continua sorrindo com aqueles olhinhos espertos.
Se ela continua achando que tudo depende dela.
Se ela não dorme a noite preocupada com o amanhã.
Se ela fica a noite quase toda teclando no Iphone.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos.
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber frear as lágrimas diante de uma música.
É não saber se ela está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos dela por isso...
é não querer saber se ela está mais magra, se está mais bela.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...
 
 
Yedda Carneiro fiz para você.
Te amo!!!
Mas fique ai firme no teu propósito!!!! Heheheh

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ELLÉN OLÉRIA - A VOZ

Era domingo, 23 de setembro de 2012, estava preparando o prato do almoço na casa de uma amiga, naquela tarde, iria começar um programa que a Globo estava anunciando e não dava tanta atenção, se chamava The Voice, para mim, mais um Ídolos (houve uma edição do Ídolos que só vim descobrir que estava acontecendo horas antes da final porque alguém me perguntou pra quem eu iria torcer...), então sem atenção alguma escuto da cozinha...
- Angola... Congo, Bengela...
... Ao ouvir somente a entonação da palavra Angola, sabia quem era e falei alto sozinho na cozinha: ELLEN OLÉRIA??? larguei o prato na cozinha e fui ver a apresentação que praticamente lhe deu o título do programa mesmo sendo primeiro programa em poucos minutos de exibição. Todos os jurados pasmos vendo o que eu já via nos últimos 8 anos desde as apresentações internas do FINCA da UnB. O Brasil descobria ali e eu me surpreendia com algo que para mim já era habitual, a interpretação de Zumbi com arranjos próprios e que agora podem ser definitivos.

  
Descobri a voz e a cantora e sua banda nos corredores da UnB, nos shows do Campus Sonoro que aconteciam durante o almoço, nos Festivais INternos da Canção da UnB o FINCA, na oportunidade que tive de ter uma aula interdisciplinar com ela (aquelas que todos os cursos fazem uma mesma disciplina na área de educação e muitas vezes não se tem a oportunidades de interagir com seus colegas, que foi o caso dela que cursamos a mesma disciplina e não chegamos a trocar um OI, devido esta miscelânia de cursos e estudantes e tempo curto que a disciplina ), no fato de ser a artista que mais vi shows pelo fato de abrir praticamente todos os shows de grandes artistas e ser, dentro de Brasília, a maior promessa da música que só precisaria de uma oportunidade para que o país descobrisse o que nós já sabíamos.


Confesso que quando a vi pela primeira vez pelos idos de 2004/2005, eu sabia que sua voz era ímpar, que ela merecia ganhar todos os prêmios indivíduais, de música, compositora e banda do FINCA, mas o que me hipnotizava, era a baixista, PAULA ZIMBRES, eu sempre gostei de mulheres que tocavam Baixo, e ela ainda inovava perto dos outros baixistas do festival, ela tocava sem palhetas, e tocava com desenvoltura e estilo próprio, e o principal, o modo como ela pegava no contrabaixo, como se fosse uma extensão do corpo, como se estivesse abraçando alguém, como se houvesse uma sensualidade natural em trazer o instrumento pra junto de si e ambos fossem uma coisa só.

Desde então foram mais de 10 shows vistos, desde os shows dentro da UnB, aos shows de aberturas de artistas como o encontro clássico com Sandra de Sá nos 50 anos de Brasília, o show com Soatá quebrando tudo no porão do rock de 2009, o show para a embaixada da Letônia em que ela fez vibrar mais que a cantora principal da Letônia, ou o último show que fui que foi o show de abertura para o show do Gilberto Gil em fevereiro de 2012, onde ouvi pela última vez ao vivo a música que conquistou o Brasil na abertura do programa The Voice.

  
Em dezembro de 2012, ela venceu o programa, hoje é uma cantora nacional, e espero que aquela cantora que fez parte de vários momento marcantes dentro e fora da universidade da minha vida, siga seu caminho que todos que ouviam e a acompanharam sabiam que eram só questão de tempo acontecer.

sábado, 19 de janeiro de 2013

RETROSPECTIVA 2012


JANEIRO E JULHO - Em janeiro pude passar uma semana na casa de meus avós, é sempre bom estar por lá esquecendo um pouco da correria da capital, numa casa simples no meio da "roça". Me sinto bem quando estou lá, mesmo sendo extremamento urbano. Principalmente estando do lado de meus avós. Em julho retornei para passar mais alguns dias com eles.


FEVEREIRO - Me encontrava desempregado, sem dinheiro e sem perspectivas imediatas quando consegui uma oportunidade para dar aula de informática em um curso próximo a minha casa. Este curso e sua bolsa garantiram eu poder me inscrever (mesmo sem ter dinheiro no momento) no curso de pós graduação. Foi um blefe (me inscrever sem ter como pagar) que deu certo no final das contas.


MARÇO - Fui selecionado para fazer parte do curso de Webdesigner do Qualificopas, um curso ótimo, não consegui absorver os conteúdos, ao ponto de não saber mais por em prática o que aprendi no curso (demérito meu, não do curso ou professor), mas foi uma ótima experiência, pois ocupou minha mente e me dava oportunidades de poder após o curso ir a biblioteca estudar para concursos.


ABRIL - Comecei meu curso de Especialização em Gestão e Metodologia em EaD, curso que queria ter feito na UnB, mas perdi a oportunidade quando foi oferecido e que agora devido o blefe de ter me inscrito ainda desempregado, sem dinheiro para pagar a mensalidade e esperando um emprego que finalmente chegou, pude me inscrever e fazê-lo.


MAIO - Finalmente depois de quase um ano e meio de espera, fui chamado para trabalhar como professor temporário pela secretaria de educação, e ainda por cima trabalhando com jovens e adultos, segunda paixão que tenho na área de educação. Uma experiência enriquecedora, mesmo que breve.



JUNHO - Fui chamado para trabalhar novamente na comissão julgadora de um concurso cultural, desta vez na área de jingles, foram apenas dois dias, mas foi ótimo como da primeira vez quando trabalhei com cartazes, ao fim do mês houve a entrega da premiação que também estive presente ao contrário da vez anterior que até hoje me deixa incomodado por não estar na presença de um presidente da república.




AGOSTO - Foi o mês do casamento relâmpago do meu irmão, invertendo a ordem dos fatores cronológicos em que eu que sou o filho mais velho acabei sendo o último dos solteiros entre os irmãos, a cerimônia foi muito bonita e a homilia um recado para a vida inteira (o padre pediu para desligarem as câmeras, mas aquilo deveria ser gravado e servir como tema de auto ajuda tanto para pais que não se desgrudam dos filhos como para filhos que se apegam demais com os pais).


SETEMBRO - Fui dispensado da turma de EJA no Recanto das Emas e passei a dar aula para crianças do ensino fundamental em São Sebastião, uma experiência extrema a enésima potência que me serviu até como aprendizagem para a vida, eram duas horas de trajeto para chegar a escola e um trecho do caminho pode ser visto no vídeo acima.



OUTUBRO - Devido um presente de aniversário de uma amiga, (uma camisa social manga curta), passei apartir disto mudar o foco e pela primeira vez na vida, focar na mudança do meu vestuário, fato este que não veio apenas da falta de vontade, mas de meios financeiros também, e que vi que aquele era o momento de ousar um pouco e mudar não radicalmente, mas circunstancialmente no que estava a meu dispor. Ainda em fase de transição.


NOVEMBRO -  Mantive a escrita dos últimos dois anos (igual a escrita dos últimos 06 anos de ir ao litoral) de ir a um show internacional em novembro, desta vez foi o show do Slash, guitarrista do Guns'n'Roses, banda que eu consigo tirar um "barulho" do violão junto com  a Legião Urbana. Ter dançado Dancing Queen e ouvir os agudos de Myles Kennedy se aproximar do auge do Axl e superar o atual Axl, ouvir o solo do poderoso chefão, quase todo o disco Apetite for Destruction, e a roda punk em Paradise City finalizando com uma carona de graça de taxi ate a rodoviária serão memoráveis.


DEZEMBRO - Finalizei o ano realizando a vontade e o desejo de retornar a Florianópolis e ainda por cima tendo como companhia minha amiga irmã alma gêmea Thuane que me proporcionou este momento que irei agradecer eternamente (como a força de interior que ela me arranjou e que me fez terminar minha graduação), passar o reveilon na areia da praia não tem preço. ;) 


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A Volta

Rogério em Florianópolis - Janeiro de 2013

Lafayette Apresenta Os Sucessos Vol. I - A Volta



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO CRIS

Rogério e Cris no aeroporto de Brasília



Uma das coisas que mais valorizo na vida é a amizade. E quando encontramos pessoas do bem, espero sempre manter estas amizades comigo, mesmo que estas pessoas estejam longe. é o caso da minha amiga Cris de Santa Cecília Santa Cecília. Nos conhecemos de um jeito muito surreal, na minha última noite em que passei em Florianópolis, em frio insuportável, que para ela era normal, e tomando seu chimarrão. Uma noite agradável que ainda bem foi o início de uma grande amizade que continuou à distância e que permanece mesmo nos dias de hoje. Neste tempo nossa amizade continuou via batepapos de msn, onde vimos que tinhamos muitas coisas em comuns e que pudemos conversar sobre tudo e estreitar mais ainda a confiança e o respeito entre ambos.


Anos após, ela veio a realizar um sonho de poder passar o carnaval em Salvador com um amigo, do qual estendeu o convite a mim, que não pude aceitar por motivos pessoais. Como não pude aceitar, ela propôs comprar uma passagem de escala em Brasília para que assim pudessemos nos encontrar após estes tempos todos. E assim ficamos na expectativa para este encontro. Horário, dia e voo marcado assim esperamos até a quarta feira de cinzas ao final da tarde no aeroporto de Brasília.


No dia marcado, estava no aeroporto a sua espera, o voo atrasa, mas logo após a reencontro. Mesmo tendo ficado pouco tempo, foi ótimo reencontra-la, mesmo não tendo tempo para explorar mais assuntos, deu para conversar bem, e saber como foi seu primeiro carnaval em Salvador e notícias suas também. Nos despedimos na promessa de um dia podermos nos ver novamente e espero que aconteça.


Como disse e repetirei algumas outras vezes, pessoas do bem não podemos deixar passar, e amizades como a dela espero sempre contar. Foi uma das maiores demonstrações de amizades que tive com pessoas que conheci neste período universitário e espero retribuir a altura o que ela fez por mim.


Hoje, quarta feira de cinzas, fazem dois anos deste fato, e coincidentemente, é aniversário dela. Fica aqui minhas considerações por uma das maiores amizades feitas nestes últimos anos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA 2011

MES DE JANEIROO ano começou com meus pais viajando, e uma monografia para finalizar. Com a casa vazia durante duas semanas, aproveitei para finalizá-la, fazendo-a das 09 da manhã até as 05 da madrugada para ganhar tempo. O prazo de entrega era 25 de janeiro, para apresentação dia 11 de fevereiro...

MES DE FEVEREIRO

Manha do dia 11 de fevereiro, entro na Faculdade de Educação pela última vez para participar de uma aula, naquele dia apresentava minha monografia. Estavam presentes na banca o professor Rogério Córdova (que mesmo aposentado fez questão de participar da banca), A professora Carmenísia Jacobina (diretora da faculdade e minha primeira professora na UnB) e Alexandra Militão (professora que tanto prezo e que proporcionou fazer o livro do 05° semestre), acompanhada da minha orientadora e exemplo profissional e de vida Elizabeth Rego. Ao final da apresentação, fui aprovado com SS e assim terminou minha história como estudante de pedagogia da UnB.
MESES DE ABRIL/MARÇO
Durante o mês de março, passei estudando compulsivamente para o concurso do CNPQ. Fiz a prova na manhã de abril nublada na Asa Norte e como demorava o ônibus a passar resolvi ir para a rodoviária a pé. Cheguei minutos antes da chuva começar. Horas depois ao entrar na net, vejo que aquela chuva que quase me pegou, acabou por destruir o subsolo do minhocão. Uma das maiores tragédias físicas da universidade. No fim das contas não passei no concurso.
MES DE MAIO
Finalmente chegou o grande dia, me formei junto a mais 125 pessoas num centro comunitário lotado e com todos os meus amigos e familiares presentes. Nervosismos a parte, foi muito emocionante e marcante, talvez o fato mais marcante deste ano.
MES DE JUNHO
Como forma de comemorar o fim da minha graduação, aproveitei para ir a Salvador. Um fim de semana, mas foi ótimo, novas amizades, ótimos conhecimentos, show do Ile Ayê, banho de mar, muita diversão.
MES DE JULHO
Ainda aproveitando as comemorações por ter me formado, ganho dos meus tios e de minha prima Luciana, passagens para visitar meus avós em Tocantins, lugar que não ia desde 2003. Foi um mês ótimo, de histórias surreais e muitas descobertas. Revigorante.
MES DE AGOSTO
Em agosto fui contratado para ser Educador Social em um projeto das Casas Bahia chamado Amigos do Planeta de inclusão digital. Foi a primeira oportunidade que tive de estar na frente de alunos e colocar em prática tudo que aprendi na teoria como aluno de Pedagogia na UnB. Foi gratificante saber que o método Paulo Freireano posto em prática pela professora Elizabeth e tantos outros na UnB, ao ser posto em prática por mim, deu certo. Receber um retorno positivo dos coordenadores e principalmente dos alunos a cada abraço e aperto de mão, foi o maior prêmio desta experiência.
MES DE SETEMBROEm junho, o Vasco da Gama foi campeão da Copa do Brasil, comemorei no Teatro da Caixa em um show do vascaíno Marcelo Camelo. Em setembro, no mesmo teatro da caixa, estive em uma apresentação do Jogo de Cena em que o apresentador (tambem vascaíno) ao me ver com a camisa do Vasco, pediu para me levantar e fazer pose de campeão. A foto foi tirada neste momento.
MES DE OUTUBRO
Em outubro, pude finalmente aceitar o convite em visitar minha amiga Elaine de Cocalzinho, ela fez pós graduação na UnB e sempre me convidava a ir visitá-la, uma vez que ia sempre a Brasília assistir as aulas. Passados 04 anos, finalmente pude ir, e fui muito bem recebido pela sua família que ainda fizeram um jantar para mim de presente de aniversário.
MES DE NOVEMBRO
21 de novembro de 2010, fim do show do Paul Mccartney, jurava que nada mais poderia me acontecer igual, mas justos um ano depois, Ringo Starr veio a Brasília e pude ver o show, em área vip e ainda tirar uma foto em que o próprio ainda aparece no mesmo foco (mesmo que embaçado por uma luz). Lennon Morreu antes de eu nascer, não vi Harrisson, mas realizei o sonho de muitos de ver exatamente a minha frente o baterista da banda que revolucionou o mundo e minha vida. E principalmente comprovar: RINGO TOCA MUITO!!!
MES DE DEZEMBRO
Consegui meu primeiro emprego de carteira assinada após me formar e trabalhando em algo relacionado a minha monografia. Minha função foi alimentar o site das vilas olímpicas do GDF, tal qual eu fazia com os blogs. Uma ótima experiência.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL DE CARTEIRA ASSINADA APÓS ME FORMAR



Venho aqui agradecer pessoalmente a Rafinha por ter indicado em um email para enviar curriculo ao DA PRESS para a vaga de pesquisador.

Fiz a entrevista semana passada e hoje me deram o retorno que fui selecionado. Entram em contato amanhã para saber como assinar o contrato.

Eu nunca tinha ouvido falar em DA PRESS, mas chegando lá, descobri que que é a Diario Associados Assis Chateubriand, a empresa que gere Correio Brasiliense e a TV Brasilia.

A função que estava para seleção era de Pesquisador, mas como já tinham preenchido a vaga me chamaram para a entrevista para Coordenador de Pesquisa por já ter experiencia naquelas pesquisas doidas do Afro Atitude. No entanto...

A vaga é para auxiliar na criação de um site do governo com o apoio deles, e de coordenador passarei a exercer a função de REDATOR WEB DEVIDO O TEMA DE MINHA MONOGRAFIA.

Já que o que eles propõe é o que tinha escrevido na monografia, e principalmente, do capitulo que a Beth sugeriu para tirar da monografia por já estar longa demais e não fugir o tema. Quem já teve aula aqui de EaD sabe que uma das fases da aula da Beth era analisar o site do MEC pedagogicamente para assim criar os blogs educativos que vieram a ser meu tema.

Ou seja, irei ajudar na criação e alimentar o site diretamente dos arquivos do Correio Brasiliense.

E pensar que sempre quis fazer jornalismo, historia e arquivologia justamente para trabalhar naquele lugar, hehehehe.

O contrato como enviado no email repassado pela Rafinha e de 05 meses, mas já é uma coisa.

Muito obrigado Rafinha e a todos pelo apoio.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

RETROSPECTIVA 2010...

JANEIRO - REVEILON NA PRAIA DE GUAIBIM - BA
Pelo terceiro passamos o reveilon fora de Brasília, desta vez a parada foi em Valença na praia de Guaibim. Com direito a um passeio em Morro de São Paulo, viagem de lancha, swingueira com suas letras surreais noites e madrugadas na praia, uma casa que virou pousada cheia de confusão e mais histórias para contar.
Foto: Rogério em Morro de São Paulo - BA.

FEVEREIRO - CURSO DE VERÃO (ÚLTIMA AULA OFICIAL)
Nos meses de janeiro e fevereiro tive que acelerar meus últimos créditos de disciplinas fazendo aula de verão e na melhor matéria que poderia ter feito, uma disciplina que tinha como objetivo contar a verdadeira história de Brasília, uma diferente dos livros de histórias. Para isso visitamos vários pontos turísticos de Brasília que são fontes históricas. Uma disciplina que me senti bem em ter feito e ter encerrado com chave de ouro.
Foto: Turma do curso de verão no Catetinho.

MARÇO - TUTORIA NO CURSO CONSELHOS ESCOLARES
Fui convidado novamente para ser tutor desta vez pelo CEAD e agora o tema era Conselhos Escolares. Uma grande experiência vivida e a qual participei durante o primeiro semestre.
Foto: CEAD-UnB.

ABRIL - FORMATURA DA GABRIELLA E DO LUIS FERNANDO
Era para ser apenas a formatura do Luis Fernando ele havia convidado e não poderia faltar a colação de grau de meu melhor amigo. Mais eis que é chamada para receber o canudo a formanda: GABRIELLA NASCIMENTO. Eu fiquei no estilo: O QUE??? GABRIELLA??? E eis que ela levanta e vai receber o canudo olha para mim com a cara de: É ROGÉRIO, SOU EU MESMO... E assim se formaram meus dois melhores amigos na noite do dia 01° de abril (mas não é mentira - diria a diretora Inês Maria) com direito a ida a pizzaria, um pulo na sinuca e virar a noite com amigos.
Foto: Colação de Grau da Gabriella e Luis Fernando - tenda da UnB.

MAIO - COMISSÃO JULGADORA DE CONCURSO CULTURAL
A minha amiga (e anjo da guarda em muitos momentos dos últimos tempos) Cintia me convidou para fazer parte da comissão julgadora de um concurso cultural nacional promovido pelo governo federal. Uma coisa que parece fácil e na prática e complexo e muito complicado definir entre os melhores desqualificando bons trabalhos também merecedores de alguma premiação. Foram 03 dias intensos que realmente valeram a pena. Não pude comparecer a premiação com a presença do presidente Lula porque no dia em questão não possuia os 06 reais de passagem. Perdi a maior oportunidade de estar na presença de um presidente da república, mas mesmo assim valeu a pena a experiência.
Foto: Cerimônia de premiação do concurso cultural.

JUNHO - FEIRA NACIONAL DE CULTURA, ARTESANATO E GASTRONOMIA
(foto a acrescentar)

Pela primeira vez pude sentir em Brasília a sensação que me atrai quando estou fora de Brasília. A mistura cultural que esta feira tinha era de encher os olhos, o país inteiro aqui, a mistura de cultura, de sotaques e costumes. A comida que tanto me fascinou e os shows que sempre irei me lembrar. Lá pela primeira vez assisti a um jogo de copa do mundo no meio de uma multidão e após teve o melhor show de axé que se podia ter: ARMANDINHO, DODÔ E OSMAR!!!
Foto: Cartaz de divulgação da Feira.

JULHO - O TÃO ESPERADO ENEPE DE BRASÍLIA
Depois de anos e gerações de espera finalmente acontece o ENEPE de Brasília. Por não estar inscrito não pude aproveitar muito, porém estive ajudando como voluntário. Encontrei as amizades (minhas vizinhas de colchonete do Enepe de 2008) que tanto queria rever e delas ainda conheci novas amizades que espero que continue durando como as anteriores duraram. O que mais me marcou neste Enepe foi o melhor show cover dos Beatles que já vi com a Let It Beatles, a antológica festa a fantasia, com direito a ver o sol nascer do fundo da FE01, dormir algumas noites no Centro Acadêmico e as amizades feitas durante o período.
Foto: Cartaz do Enepe Brasília.

JULHO - APRESENTAÇÃO NA SBPC EM NATAL

O Enepe terminou em um sábado e no domingo já estava viajando para Natal para apresentar meu trabalho na SBPC. Como já aconteceu em anos anteriores me hospedei com o pessoal do ENAPET. E como sempre, as confusões aconteceram virando mais histórias extraordinárias para o futuro. As noites aproveitando o melhor de Natal também serão inesquecíveis, como a resenha alcoolica, a noite de forró universitário que só tocava risca-faca e a festa a fantasia. Consegui conhecer o maior colecionador de vinis de lá e ainda ganhar um campeonato de dominó e dama mesmo sem jogar direito, rs. Ao terminar o evento fui para Fortaleza...
Foto: Praia do careca em Ponta Negra - RN
AGOSTO - VISITANDO UMA AMIGA EM FORTALEZA
Conheci Paolla em 2007 num período conturbado para mim e logo que comecei a normalizar ela entrou em um período conturbado e um sempre apoiou o outro. Assim nasceu a nossa amizade e um convite foi feito para que ambos pudesse visitar o outro mesmo sabendo a dificuldade de isso acontecer. Surgiu a oportunidade de ir ao nordeste e assim conhecer a minha amiga que até então so conhecia de msn. O tratamento recebido em Fortaleza agradecerei eternamente, embora Paolla me conhecesse, seus familiares não, e eles me trataram como um deles. Não conheci tudo de Fortaleza, até porque era o período de descanso depois de duas semanas intensas, mas aquele grau familiar valeu por tudo. Nesta foto estão todas as grandes amizades feitas durante aqueles dias, menos a Paolla que além de tímida para fotos foi quem forografou.
Foto: Amizades de Fortaleza.
AGOSTO/SETEMBRO - REENCONTRANDO OS AMIGOS
Em agosto e setembro houve reunião dos amigos que participam de um fórum de emails de amigos da UnB. Era a oportundiade de conhecer o pequeno Isaac filho de Karen, e saber como estava Thais grávida do filho de Willys, realizar a noite dos memoriais que tanto o povo queria, ouvir as histórias da Josy, poder dar um longo abraço na Gabi depois de muito tempo e rever o Miguel e o Aranha assim como todos os amigos juntos. Foi um ótimo sábado. No mês seguinte se repetiu no chá de bebê da Thaís e seu filho Caio nasceria no fim daquele mês.
Foto: Reunião da turma do 02°/2004 de Pedagogia-UnB e alguns de seus parceiros.
OUTUBRO - VIVENDO A LEI DE MURPHY
Quando tudo estiver ruim, saiba ainda pode ficar pior... Foi isso que começou em fins de setembro e por enquanto não teve prazo de terminar. Não adianta escutar as pessoas falarem das dores de cabeça que acometem o período de monografia. Sabe-se lá qual zica me acometeu, mas veio com a enésima potência. Perdi mais de 20 versões, sendo que algumas completas. Entrego uma versão após o prazo de entrega mas ainda a tempo de se formar em novembro, mas que precisava ser refeito para possivel apresentação. Então em um espaço de 02 dias perco a versão que tinha refeito, vou refazê-la, o computador pifa, o computador funciona para poder imprimir e não tem tinta no computador. Após percorrer a cidade inteira atrás de impressão, voltando para casa, levo uma queda que quase partiu (literalmente) a coluna no meio. Devido a queda me dá enxaqueca e perco o último dia que tinha para refazer a monografia. Ao entregar a versão que julgava ser a definitiva, a professora julga não estar em qualidade de apresentação e por saber que a banca ser crítica e não aprovaria a monografia. Foi com certeza o pior dia como universitário. E o ruim era saber que todos os problemas que aconteciam ainda continuariam acontecendo...
Foto: Ilustração de Uiara sobre o perfil de um universitário estudando.

NOVEMBRO - A REALIZAÇÃO DE UM SONHO DE INFÂNCIA
Era para ser meu presente de formatura, meu baile, a ser realizado na semana seguinte a formatura. Porém quando falhou de me formar em novembro, iria por água abaixo a realização de meu maior sonho de infância, porém comprei a briga e resolvi ir a favor de meu maior sonho. Não iria ver com tudo dando errado e depois de perder a chance de me formar de ver o show de meu maior ídolo e assim corri atrás dos meus sonhos de formar e assistir ao show de Paul Mccartney. Por saber que tudo viria contra mim não avisei a ninguém, somente a meus pais e ao Roale que encontrei dois dias antes de tudo acontecer. Foram as 03 horas mas intensas da minha vida, se um dia puder resumir minha vida que ela seja nos 03 minutos que durou Magical Mystery Tour a música de abertura. Para quem passou a vida tendo como companhia uma coleção de discos de vinil, cds, vhs, e agora estava tendo a oportunidade de cantar o mais famoso refrâo de todos os tempos, Hey Jude, com seu autor... Para fechar com chave de ouro, em entrevista, Paul escolhe o show de São Paulo como o melhor do ano e um dos melhores de sua carreira. EU FUI!!!
Foto: Eu Fui ver Paul Mccartney!!!

DEZEMBRO - CORRENDO ATRAZ DO PREJUÍZO
Dia, noite, madrugada. Domingo a domingo. Feriado. Durante chuva e sol, com fome ou não. Após o dia 22 de novembro esta se tornou minha rotina, fazer a nova monografia com novo tema e com tempo menor que os demais já que comecei por não conseguir me formar e os demais começaram ao início do semestre. Em troca: até o momento (01° de janeiro), 07 perdas de conteúdo, defeitos no CPU, defeitos no computador, defeitos no pen drive, picos de energia que faz perder o que já havia feito, backups que já apagaram tudo... E a velha rotina durante o mes continua.
Foto: Um mes em frente a tela de um computador.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

UM MOMENTO DE INSIGHT

Lennon e Mccartney 65, Lennon e Yoko 69

Gabriella e Ana Paula 2005


terça-feira, 30 de novembro de 2010

POR SER BRASILEIRO (E TEIMOSO), NUNCA DESISTIREI DOS MEUS SONHOS (PARTE 02)

Retrato de um universitário monografando por Uiara_assim

Na semana que antecedeu o show de Paul Mccartney no Beira Rio a tão propagada Lei de Murphy resolveu agir. E resolveu agir com força. Começou com o atraso da Bolsa de Pesquisa Universitária na qual fiquei um mês sem receber e que além de me sustentar não poderia assim nem ao menos comprar o ingresso. Devido um atraso do ônibus, cheguei atrasado no dia de buscar vagas para trabalhar no ENEM perdendo a oportunidade de trabalhar e assim o recurso financeiro para assistir ao show ia pelo ralo.
Na correria (literalmente) para entregar a monografia a tempo levo um tombo em que o peso do corpo se concentrou sobre a base da coluna e que desencadeou uma enxaqueca que terminou inviabilizando terminar a monografia a tempo. Ao entregar (atrasado) a versão de monografia que pretendia ser final, ela foi recusada pela orientadora (diga-se com razão) devido a falta de qualidade o bastante para ser apresentada tendo a professora sugerido me reprovar aquele semestre para que eu fizesse um trabalho melhor no próximo e assim não passasse constrangimento com a banca que era de nosso conhecimento muito exigente.
Tudo isso e outros fatos em um espaço de 72 horas (ou menos). Ou seja, a motivação maior para assistir o show de Paul Mccartney, além de ser um presente de aniversário atrasado e natal antecipado, era o presente de formatura que meus pais não puderam me dar e nem tinham condições financeiras de fazer isso e agora sem a formatura só meu fanatismo já não era a razão de ser em poder assistir. Fui jogado pelo destino contra meu sonho de vida e infância de assistir a um show de um beatle ou realizar um sonho de me formar e que será realização para a vida inteira. Tive a possibilidade nas mãos de poder realizá-lo os dois e agora me via na dúvida em qual dos dois escolher.

Durante a noite do dia 07/11 minha mente estava em um lugar e sobre duas pessoas, em Porto Alegre e em Paul Mccartney e Eleanor.. Ela havia me prometido que quando fosse o momento de Something (a nossa música e a do nosso beatle favorito) gravaria para mim. E na tarde do dia 08/11 ela entra em contato comigo e lhe faço uma saraivada de perguntas sobre como foram as 03 horas mais impactantes de sua vida. A cada palavra dita um nó em minha garganta querendo soltar as lágrimas que segurava em uma semana de não realizações. Porém ao dizer que ela havia cumprido o prometido, gravado Something e dito durante a gravação que a música era para mim, as lágrimas contidas durante os últimos 07 dias rolaram e quando ela concluiu que ali havia realizado seu sonho, eu pus na cabeça que iria lutar para reverter tudo de ruim que havia acontecido recentemente.

Pedi para que ela escrevesse uma crônica a mim contando o que se passou no Beira Rio e enquanto isso passei a escrever a nova versão de monografia agora não mais a ser apresentada em novembro mas que por ter mudado de tema teria que apresentar uma nova proposta até a próxima sexta-feira. Foi a última vez que conversei com Eleanor., também ela teve que escolher entre o show e a net e fez uma ótima escolha por sinal, espero reencontrá-la em breve assim que a net dela voltar.
Mas quanto a mim, aí as coisas começaram a se tranformar drásticamente apartir dali...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

ENQUANTO UMA GUITARRA GENTILMENTE CHORAR, HAVERÁ UMA GUITARRA BEATLE NO AR...

Paul and George - A imagem refletida no telão
durante o show Up and Coming 2010




Na chuvosa e nublada manhã do dia 29 de novembro de 2001 (como a de hoje), acordei lendo as letras a revista de cifras (que comprei em 1996 e guardo até hoje) e lendo as letras me deu uma vontade enorme de traduzir Blackbird, uma das músicas que sempre gostei. Mesmo não tendo a mínima noção de inglês e não tendo a internet que hoje na dúvida pode se fazer uma busca para se encontrar o que se quer, peguei um dicionário e passei a traduzí-lo até próximo ao meio dia complementar a tradução do pássaro negro que canta ao cair da noite. Foi a primeira vez que me permitir parar para traduzir uma música e gostei do que li ao terminar a tradução.

Minutos depois de terminar tomo banho e me preparo para almoçar. Ligo a televisão para saber as notícias do dia e a chamada do jornal de meio dia era: MORRE GEORGE HARRISON!!! Fiquei sem reação... Como assim... dá-se no imaginário que ídolos não morrem (há momentos que acho que Chapman acreditava nisso ao atirar em Lennon). Tempos antes ele havia sobrevivido um atentado de homicido em sua casa por outro fã maluco. Do mesmo modo que após a morte de Lennon e passados 20 anos, era como se os demais beatles fossem imortais, algo Highlander. Troquei de canal e cada um informava o mesmo e era irreversível, George realmente estava morto.

Não me saía da cabeça se aquilo de amanhecer com aquela idéia fixa na cabeça de traduzir algo e ao terminar descobrir esta notícia eram somente coincidencias ou algo mais. Tal qual Blackbird, George voava para vôos mais altos, para a paz que tanto procurava. Afinal desde 1967 quando levou os beatles para a cultura oriental indiana “ele só estava esperando este momento chegar”, esta paz que tanto procurado e que agora era encontrado. A meditação e os mantras era sua forma de poder enxergar toda sua vida esperando este momento para ser livre

Liberdade somente alcançada quando a banda se separou e All Must Thing Pass veio ao fim daquele ano mostrando a ditadura enfrentada por ele para mostrar suas músicas em discos dos Beatles. A consquência é que aquele disco lançado ao fim de 1970 e só posterior aos discos dos outros 03 ainda hoje é considerado o melhor disco solo de um beatle. Também, não se pode negar o fato que as músicas gravadas naquele disco triplo (o primeiro disco triplo da história, só para perceber a quantidade de músicas sufocadas pela dupla dinâmica Lennon/Mccartney) foram compostas entre 66/69 e muitos foram sumariamente eliminadas da edição final dos discos

Passei aquele horário de almoço gravando todos os programas possíveis em programas e jornais. Cheguei a ter quase 45 minutos de reportagens gravadas numa VHS (sendo que a média de reportagens variavam de 02 a 07 minutos). Pena o tempo ter feito bolor rolo e ter perdido aquele material, hoje mesmo sendo 09 anos aqueles arquivos são documentos

George era o amigo que todo amigo gostaria de ter (que o diga Eric e as histórias de amizade entre os dois e o diga Paul mesmo em momentos de rusgas registrados no filme Let It Be e que Paul imediatamente após sua morte fazia questão mesmo 30 anos depois de pedir desculpas insisentemente). Fittpalldi que o diga, ganhou uma música exclusiva de presente. Há pessoas que sonham em ganhar carros e viagens de luxo. George dava músicas de presente. Eu adoraria ganhar um Here Comes Rogério e ficaria eternamente grato com o presente

Ao contrário de Lennon/Mccartney e também até Ringo, Harrison sempre procurou o isolamento completo. Em entrevistas buscava dizer que discos eram a maneira de mostrar o que produzia e não deixá-las ao ostracismo e não apenas fazer sucesso para não repetir o sufocamento sofrido com os Beatles. A turnê de 1974 era uma maneira (que acabou não dando certo) de se desvincular da banda que ele projetou como a maior de todos os tempos. A penalidade de tamanha ousadia de se desvincular de sua maior obra foi a insatisfação de fãs sedentos por Beatles e dos vorazes críticos e que provocou 17 anos sem algum show solo e mesmo assim o retorno só houve “com a pequena ajuda de seu amigo” Eric Clapton.

Até então, meu beatle favorito era Rongo Starr. Sempre me chamou atenção os outsiders por me sentir sempre assim. Nunca fiz parte de grupos e sei que isso me prejudicou em muitos pontos. E Ringo para mim representava isso. A figura a parte, poém, importante. Isso até acompanhar aquelas reportagens e ver que se tinha um a quem me identificava realmente era George Harrison. E assim pedi licença para Ringo para que George Harrison se tornasse meu beatle n°01

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Paul Mccartney ao vivo em São Paulo dia 22/11/2010

Quando Paul inicia a tocar seu maior sucesso Something, “algo” de transcendental acontece literalmente. Com U-kelele presenteado por George e novo arranjo que só encorpou a beleza da música não tinha quem contivesse as lágrimas naquele instante. Quando o arranjo clássico volta ao normal e aparece aquele sorriso de paz de George tendo um aconchegante ombro para que Paul se escorasse eu fui um dos 180 mil pessoas (incluindo os três shows) que desabaram em lágrimas. Ao aparecer George no telão e seu solo mais famoso ser tocado na exatidão, era como se ele literalmente estivesse presente naquele momento. E todos aqueles que lá estiveram sentiram isso.

Passados 09 anos após sua morte e a poucos dias dos 30 anos da morte de John Lennon eu só tenho a agradecer a eles. Desde os 05 anos eles me deram algo que é o maior presente que alguèm pode dar a outra pessoa. Alegria. Estar no estádio do Morumbi no dia 22 de novembro era meu modo de ser grato a tudo isso. Às tardes e manhãs e momentos solitários tendo como companhia as fitas K7, os LPs, os CDs, os VHSs, ou escutando em minha adolescencia o especial Beatles Revolution da Rádio Nacional

George, você nunca ouvirá (muito menos Paul e Ringo) ou como o famoso refrão de Lennon e Mccartney cantado por Milton Nascimento, vocês talvez não irão saber, mas...

MUITO OBRIGADO POR TER ME FEITO FELIZ ESTES 29 ANOS DE MINHA VIDA!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

POR SER BRASILEIRO (E TEIMOSO), NUNCA DESISTIREI DOS MEUS SONHOS (PARTE 01)

Eleanor. (violinista da Orquestra de Florianópolis em seu cartão, feito por ela, que me foi presenteado no último aniversário)



Em 2009 começaram os boatos de que Paul Mccartney se apresentaria no Brasil e uma das apresentações seria em Brasília no aniversário de 50 anos da capital aberto ao público com expectativa de 02 milhões de pessoas presentes (onde uma delas seria eu). Com um olho muito maior que a barriga (ditado popular) o governador fez com que a produtora de Paul assinasse um contrato de exclusividade o que impediu que os shows fossem realizados também em São Paulo e Rio de Janeiro respectivamente. Porém, denúncias de corrupção política fizeram que o tal governador sofresse impeachment e assim a vinda de Paul Mccartney a Brasília (e ao Brasil em 2009) foi totalmente descartada. Por pior que seja o sentimento, amaldiçoei eternamente este governador por ter sido o responsável pela não vinda antecipada de Paul Mccartney ao Brasil e por privá-lo de estar na capital federal e talvez nunca mais no Brasil.

Neste meio tempo conheci uma garota num chat sobre cinema e seu nick era “Eleanor.”. Este encontro casual me fez unir a quilômetros de distância (e do lugar que mais me identifico fora de Brasília, Florianópolis) com alguém que era simplesmente a outra metade do que penso e do que eu sou, pois tudo que eu gosto a garota curte, além de cursar o mesmo curso que eu, nutrir o gosto pela maior banda que já passou pela terra e termos a preferência pelo mesmo beatle: George Harrison (citar as demais coisas em comum será fugir ao tema). Esta garota representa tudo que eu espero de uma garota em Brasília (pena estar em Florianópolis) e a quem poderia debater sobre temas qualquer. E com ela conversava sobre Beatles e a frustada vinda de Paul Mccartney ao Brasil como também uma possível vinda dele num dia futuro.

Quando descobri via portal musical de Brasília (Cult 22) que haveria a possibilidade de ter datas de show para o Brasil em novembro, ela foi a pessoa a quem fui correndo contar via e-mail. E que incrédulos formulávamos teorias da conspiração de isso dar certo até que em fins de setembro confirma-se: Paul Mccartney virá ao Brasil fazer shows em Porto Alegre e São Paulo (a princípio seriam duas datas, confirmada em 03 devido o sucesso de vendas de ingressos, para outras pessoas a 03° data não passou de um blefe para vender mais ingressos, rs).

A partir de então bolamos teorias da conspiração de como seria o show, do relógio contando chegar o dia, de como faríamos para assistir já que ambos não tínhamos condições financeiras de ir e principalmente não tinha condições de transporte e companhia para ir ao show. Disse então que ter sua companhia seria o maior presente que poderia ter, afinal ir no show de seu maior ídolo, do lado de uma grande companhia e que ainda por cima gosta e entende do assunto não tem nada melhor.

Neste meio tempo enfrentava os dias finais de universidade onde esperava me formar em Pedagogia pela UnB (Universidade de Brasília). Como não tive muitos presentes de aniversário e nem baile de formatura, aquele show de Paul Mccartney seria a cereja do bolo para coroar a graduação, pois a formatura seria no dia 12/11 e o show seria dia 22/11. Somando-se ao fato de querer terminar logo a monografia e me formar, ainda havia a expectativa do resultado do concurso da Secretaria da Educação para professores, e também tinha uma proposta de serviço temporário que só poderia acontecer caso me formasse. Além de estar próximo as provas do ENEM que eu estava ansioso para trabalhar pois seria de lá que eu custearia o ingresso para assistir ao show.

Passamos eu e Eleanor. dias ansiosos esperando o dia de começar a vender os ingressos pela internet e formalizávamos todas as teorias da “Lei de Murphy” que poderia acontecer (para que pudéssemos evitá-los). Chegado o dia anterior das vendas para o show do Beira Rio passamos horas conversando e eu consolando e dando forças a ela que ela conseguiria o tal ingresso e que este ingresso estaria reservado a si. Nos despedimos, passaram duas semanas e ela não aparecia o que me deixava preocupado.

Quando ela apareceu, veio me dizendo que o congestionamento de pessoas querendo comprar ingressos ao mesmo tempo fez com que o sistema caisse e ela perdesse a oportunidade de comprar o ingresso (Lei de Murphy agindo). Mas... ela entrou num site de vendas de ingressos on line e conseguiu comprar o ingresso para o show do Beira Rio dia 07 de novembro. Fiquei imensamente feliz por ela. O fato de ela custear o ingresso também faria ela dar o dinheiro da net para este devido fim e por isso perdemos contato durante um período.

(CONTINUA...)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

... OU COMO MINHA ALMA GÊMEA DE FLORIANÓPOLIS FOI AO SHOW DE PAUL MCCARTNEY

ELEANOR "THUANE" RIGBY BRITO
Obs: Obrigado Thuane pela história! (você sabe o quanto queria estar lá)
Bem, meus caros.

Inicio por meio dessa ferramenta, (para os muitos ou poucos amantes da música. Independentemente qual seu estilo/ gênero musical) alguns dos momentos ou o ápice do melhor dia da minha vida. Isso soa meio clichê, porém a verdade é uma: A música tem tanto poder, que se todos a tivessem consigo, o mundo seria outro. Não. Isso não é uma frase do Chico Buarque de Hollanda, longe disso! É fato.

Vejamos. Saio de casa ás 3:57, pego a estrada ás 4 e alguma coisa e parto rumo ao show de um integrante dos Beatles. Um integrante de Wings, revolucionador da história da música e assim por diante.

Depois de horas de estrada, “cadeiras” doídas, pernas atrofiadas e ansiedade explodindo, chego ao destino final: Porto Alegre/ Estádio do Beira-Rio. De início vejo um enorme cartaz com sua foto e o nome de sua turnê: Up and coming tour. Logo a diante, desço do carro e percebo que será uma batalha contra o tempo: Exatamente 35º com uma sensação térmica de 41°; escaldante!
Conheço um casal de gaúchos, passo a maior parte do tempo com eles e assim que se abre a “porta da esperança”, ganhamos um lencinho muito charmosinho. Branco, com os seguintes dizeres:Paul McCartney (sua assinatura) e abaixo “Up and coming tour” Porto Alegre 07.11.2010, Grupo RBS. Mando beijos e abraços ao casal que me acolheu durante uma tarde inteira, e corro rumo ao gramado livre.

Lá conheço de pertinho o Beto Bruno da banda gaúcha Cachorro Grande e outros. Conheci gente, que nem imaginava conhecer, e que me conheciam sem eu imaginar que me conheceriam... Loucuras a parte, no calor abafado de Porto Alegre, sozinha e ainda no horário das 18:10, saí do Gramado e me segui á arquibancada com a melhor vista para gravá-lo assim que chegasse.

THE MAGICAL MYSTERY TOUR - THE INVITATION
Horas passadas... E eis que entra o Lorde da música. embalado por Venus and Mars e Rock Show grudando com Jet. O engraçado que nesse pout-pourri inicial dele, a platéia não havia expressado nenhum grito desconcertante nem nada. Acho que faltarão-nos as palavras e reações. Aquele “caindo a ficha”, sabe?A partir da segunda com All my Lovin’, senão me falha a memória, o público se joga de cabeça, relembrando a época da Beatlemania.
Levando o show, Paul desata a falar um português muito bem declarado e com frases muito exóticas... Veja essa! Antes de começar a tocar All My lovin’ ele solta uma “Essa música eu fiz pra minha gatinha linda.” Hahahahah... Entre outras coisas bizarras e inacreditáveis de se ouvir.Muito profissional, simpático, atencioso e acima de tudo músico. Não só ele como toda a banda, trabalho perfeito! Principalmente o baterista que tem tanto swing e simpatia quanto Paul.
Pessoas de todas as idades vi naquele lugar. Idosos suportando o calor, casais de idosos, crianças acompanhadas dos pais, pais, mães, casados, solteiros, namorados, sozinhos e pasmem! Cachorro com roupa do Paul McCartney.
Hmm... Sim! Sim! Antes de iniciar uma música, duas gurias do Gramado Premium (em frente ao palco), são avistadas por ele com um cartaz em inglês contendo algo como: “Paul me dê um autógrafo para que eu possa transformá-la em tatuagem.” Nesse momento, todos acharam uma ação no mínimo graciosa da parte dele. Ele pergunta se elas deveriam subir ao palco e unanimidade: Nãããããoooo! Hahahaha.Em seguida, diz: “Não é minha culpa se elas querem fazer isso, certo, pessoal? Ok, moças, subam aqui!”Confesso que nesse instante, todos morreram de inveja e pediam impiedosamente que elas desaparecessem do local do crime. Hahaha. Uma gaúcha de Porto Alegre e outra catarinense de Florianópolis. Me sinto um pouco glorificada também, ok?
Após horas de show, gritos, choros e rouquidão. Chega o 2º bis final com a música lema da vida:
“And in the end the love you take is equal to the love you make.”
Ou seja, o amor que você recebe é igual ao amor que você dá.
E finalizando isso tudo, só tenho uma última coisa a dizer:Viva a música, aos músicos, aos sentidos, e a tudo que nos inspira. Principalmente na frente de um homem tão iluminado como esse. Que nos faz ver o quão pequenos somos e transformadores.

THE END!
Thuane.

Venus And Mars
Sitting in the stand of the sports arena
Waiting for the show to begin
Red lights, green lights, strawberry wine,
A good friend of mine, follows the stars,
Venus and mars
Are alright tonight.
Vênus e Marte

Sentado na arquibancada da arena de esportes
Esperando pelo show começar
Luzes vermelhas, luzes verdes, vinho de morango
Um bom amigo meu, segue as estrelas
Vênus e Marte
Estão bem nesta noite.